segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sobre a aversão perante o inconstante . . . seus efeitos.


De onde vem o sopro que faz nascer morte no que parecia vida?

De onde vêm os ladrões de felicidade que rareiam o ar na ousadia de querer que não têm?

Por onde se constroem os montes que se abalam e a fé no que acreditamos ser real?

Quero o direito à constância de sentimentos que me faça acreditar mais uma vez. . . o direito de contemplar as dores que não sejam as minhas e atestar que o sofrimento não me é restrito.

Quero o direito de perder o foco, de não ter metas ou condutas que me separem daquilo que achei ser real e não fingido. Quero o respeito aos sentimentos que fazem de mim o que eu sou, na ousadia de ser único para o amor.

Quero o direito de contestar o homem na sua hipocrisia perante seu objeto de desejo, que ignora os lados e descartar o sem valor. Quero questioná-lo na sua tolice insana sob pretexto de sempre viver algo novo.

Quero o direito de repudiar a conveniência do meio e dissolver os padrões que fazem de nós apenas seus produtos, nada mais; o direito de perder a confiança sob a luz da razão que explique por que colher indiferença quando se semeia flores.

Quero o direito de ser mãe para gerar e cuidar dos “constantes” que são parte de mim, que fazem da vida um abraço demorado, firme e persistente.

Quero o direito à impureza das prostitutas, à leviandade dos “sem pudores” e à irresponsabilidade dos vadios. Quero andar de braços dados com o devasso e preceder os perfeitos no paraíso.

Quero o direito de me apaixonar mais uma vez, de ser louco pelo mistério do assalto. Quero amar meu ladrão com a persona múltipla de uma só face chamada amor.

Quero o direito à vida que me ensine que a melhor maturidade é não ter pressa de crescer, é perder o direito de ser homem inconstante na ingenuidade de um menino contínuo.

Quero plantar uma árvore, escrever um livro e ver meu filho nascer. Quero ser o velho sábio que ensine que o amor basta para o amor, que o acaso é sempre estéreo e que a constância da vida é boa demais para ser verdade.

Por fim, quero o direito a uma morte sem dor pelo legado do amor leal que um dia ofereci; o direito à imortalidade dos poetas e ser lembrado como quem muito amou com palavras quando não mereciam.

Que impere em mim o sentimento de dever cumprido ao escutar o acorde definitivo da vida.

Imagem: Internet.

4 comentários:

Grace disse...

^^"
simplesmente..interessante,intrigante,belo e õÕ ....
hehehe a Imagem é assutadora =P
bjIm
____S2___




BY: Grace

layane disse...

kkkkkkkkk

Adoreiiii messsssmooo!! HUhUhuHuH o//
Ainda foi pouco! ;)~~


Parabens meu irmao gorduxoo! Te amo demais!

Joceir disse...

Quero direitos e menos responsabilidades...
Experimentar sem se afundar...
Quero voar mas sem mdeo de tirar os pés do chão...
Para, enfim, poder afirmar:
"Acusem-me de tudo; acusem-me todos, mas jamais poderão dizer que não tentei ser feliz"

Adriano disse...

mui massa cara... vc é um fenomeno... imagina essa mente brilhante em nossas peças... e ainda mais com minha ajuda... rsrrs